Los molosos: los grandes perros de la guerra.

Los molosos son un grupo de perros en los que se agrupan canes con unas características comunes, son de constitución musculosa, mandíbula fuerte, gran cabeza y hocico corto. Hay una gran controversia acerca del origen de estos perros, pero se ha llegado, a fecha de hoy, a algunos consensos.

La raza probablemente provenga de Asia Menor, remontándose al s. VII a. d. n. e. La representación más antigua que se tiene es un relieve proveniente de la fachada norte del palacio de Nínive, en Irak. En él se observa a un soldado con un perro cogido con una correa. Es la escena perteneciente al rey Asurbanpial cuando sale a cazar leones y sus perros merodean el lugar. No solamente los tenían como perros guardianes, si no que eran estimados como mascotas.

Soldados con molosos, relieve de la fachada norte del Palacio de Nínive en Irak.

Éstos perros además acompañaban a los comerciantes y guerreros durante las rutas comerciales desde la antigüedad, probablemente fuera así como los fenicios fueron los que lo introdujeron en Roma, Grecia, Libia, Siracusa e Hispania.

En Egipto, no obstante, fueron introducidos por los hicsos durante el II milenio antes de nuestra era durante las invasiones del país. Hasta ese momento en Egipto sólo existían perros estilizados de colas largas tipo lebreles. Al comprobar la fiereza de los molosos y su actitud combativa los introdujeron en la guerra y los incorporaron en el ejército.
Eran conducidos con collares de ahorque y ya en la batalla se les cambiaba el collar realizado en cuero por otro con púas metálicas de aspecto cónico.

Tutankhamon persiguiendo nubios junto a sus perros molosos.

El faraón Tutankamón hizo pintar una escena de guerra en la que se lo ve persiguiendo a soldados nubios a los que se le disparan flechas y que son atacados por perros con púas metálicas.

Ptolomeo II, que gobernó entre el 285  y el 246 antes de nuestra era, en un desfile en Alejandría hizo desfilar a un regimiento de 2400 perros  del tipo moloso, que según las crónicas de la época, tenían el tamaño de burros y eran feroces como leones, necesitando cadenas y collares para  su conducción.

Siguiendo con grandes personajes, Alejandro Magno, el Macedonio, según sus historiadores, llevó a Grecia el Dogo del Tíbet y lo empleó en sus ejércitos como medio de transporte de alimentos y armas, así como combatiente en sus batallas. Su moloso, de nombre Periles murió peleando en la conquista de la India. Aníbal, otro gran estratega cartaginés, durante las guerras púnicas durante también utilizó este tipo de canes en la lucha por la conquista de Roma.

The Metropolitan Museum of Art New York, mitad del segundo milenio a.C, Mesopotamia

Así, llegando a la época del Imperio Romano, hay dos teorías sobre la introducción de los molosos, una de ellas indica que fueron los griegos los que lo hicieron. El término moloso proviene de una región de Grecia, Molosia, perteneciente al reino de Epiro.
La segunda opción dice que Julio César cuando invadió Britannia encontró perros de este tipo descendientes de aquellos canes que fueron introducidos por los fenicios.
Los soldados romanos quedaron sorprendidos por éstos y los denominaron con el nombre de “Canis pugnances” utilizados primero en el circo y luego en los ejércitos. Se les utilizó como combatientes, se les cubría con una protección de placas de cuero para protegerse de las flechas y casquetes del mismo material; se les adosaban recipientes con fuego y los enviaban a entremezclarse con la multitud creando incendios.También se les colocaba un tipo de coraza que llevaba cuchillas que producían heridas cortantes en los enemigos y en sus caballos y portaban collares de cuero con púas metálicas de aspecto cónico.

Los molosos son los ancestros de los actuales perros como el mastín, el Dogo, el Mastín Tibetano… etc. y se puede observar que su antigüedad se remonta a la época de los jardines colgantes de Babilonia, de momento.

Fuentes:

– http://es.wikipedia.org/wiki/Moloso_(perro)

– http://www.bulldoginformation.com/molossers-mastiff-breeds-history.html

– http://www.realdogs.nl/page/huntingmastiffs

– Carreras, F. “Perros de guerra” Asociación Argentina de Historia de la Veterinaria, Año XI, nº74, 2013.

– http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/highlight_objects/me/s/stone_panel,_north_palace-2.aspx

– http://nostuvimosqueirdebornos.blogspot.com.es/2012/11/kommen-die-rottweilers-ausrottweil.html

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2 comentarios

  1. […] Vou falar um pouco sobre os bastidores do projeto bahamut 612. Estou organizando a próxima etapa do projeto; desenvolver e publicar o volume 2 da série Rumores ainda este ano (até dezembro se possível) e gostaria de fazer isso registrando aqui as pesquisas que se mostrarem necessárias à esta segunda etapa. Mas, antes que eu possa me dar este luxo, preciso registrar e organizar as minhas anotações sobre as pesquisas que realizei para o primeiro volume. E quanto a isso estou muito atrasado. Foram muitas as pesquisas e sou péssimo em organização; deste modo farei breves memorandos sobre cada tópico pesquisado e tratarei de esmiúça-los conforme a disponibilidade, necessidade e inspiração se apresentarem. Começo então falando sobre cães. Você gosta de cães? Porque eu gosto… Aliás, gosto das criaturas selvagens em geral… Sempre fui um amante da natureza; apaixonado por sua força e por suas criaturas. Aliás, entendo muito bem o que o cacique Seatle quis dizer em sua carta ao presidente Francis Pierce com a frase “Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens“. É com enorme tristeza que ouço falar da extinção em massa que segue em curso nesta era em que vivemos e também é com enorme tristeza e certo sentimento de solidão que penso nas incríveis criaturas que já deixaram o nosso planeta. Como seria bom pensar que ainda há preguiças gigantes habitando o interior das matas amazônicas ou nas serras gaúchas – sim, haviam preguiças gigantes lá -, ou tubarões gigantes escondidos nas profundezas do oceano, ou ainda grandes mamutes, pássaros do terror, águias gigantes, o auroque, entre tantos já extintos… Quando penso que o planeta Terra está mais vazio, sinto um buraco na alma, como se ali faltasse algo sem o qual a vida torna-se menos exuberante… Ora, de fato, a exuberância da vida é a própria vida em todas as suas manifestações e formas. As criaturas selvagens são nossos companheiros neste passeio cósmico na nave Terra; e sem eles o passeio ficará silencioso e monótono… Tedioso até… E como diria Fernão Capelo Gaivota, o tédio é uma das três razões pela qual nossa vida torna-se tão curta. Sempre tive meus sentidos capturados por qualquer noticia, texto ou programa falando sobre criaturas já extintas e que a ciência descobriu ou redescobriu conforme o caso. Estas criaturas fabulosamente reais que já nos deixaram me inspiram e talvez seja por este sentimento – um misto de assombro e tristeza –  que elas aparecem volta e meia em meus trabalhos. Assim foi com o Molossus; um cão robusto e poderoso já extinto e que é originário da Grécia antiga. Foi utilizado por gregos e romanos como cão de boiadeiro e de combate; era posto nas arenas para combater tigres, leões, elefantes e homens. Mas não só no trabalho pesado e no entretenimento; o molossus também acompanhava aqueles povos antigos na guerra. O poeta Grattius – contemporâneo de Ovídio – escreveu a respeito destes animais: “…quando um trabalho sério vinha, quando bravura deveria ser mostrada, e o impetuoso deus-guerra chamava no maior perigo, então você não podia deixar de admirar tanto os famosos Molossus…“. Certamente o Molossus era um cão magnifico e que deixou vários descendentes que sobrevivem até os dias atuais. Na distante terra chamada Bars há cães domésticos tão poderosos e robustos como o Molossus terráqueo e, devido a suas semelhanças eu não pensei duas vezes em chamá-los também de “Molossus“. São os cães que os soldados do estado de Garun usam para acompanha-los nas batalhas; o uso de animais durante combates armados é uma das características mais marcantes do povo desta região do Império de Hudan. Ademais, em uma terra habitada por criaturas como as da extinta Mega-Fauna terrestre, não é de estranhar que as pessoas dariam cabo de adestrar cães como estes; animais fiéis, valentes e poderosos o suficiente para auxiliar as pessoas na luta pela sobrevivência, para manter os temíveis predadores afastados e para ajudá-los a pastorear herbívoros de temperamento bravio como o auroque bem como para combater outros povos. Assim, os cães molossus possuem um papel constante e importante nesta sociedade que floresce em uma região dominada pelas forças da natureza. Talvez eu venha a criar um termo mais apropriado para diferenciar o “molossus” terráqueo daquele que habita as regiões áridas de Garun; talvez algo como “molossus garunês” ou algo assim… Mas isto é algo que ainda estudo para as minhas próximas publicações. Eu adoraria criar cães em casa e certamente me daria muito bem com eles – assim o foi em minha infância e assim o seria agora, pois me identifico com eles -, mas infelizmente minha agenda e meu pequeno apartamento – ambos bastante apertados – não são apropriados para criar nem mesmo um cão pequeno como o Chihuahua, quanto menos um cão do porte de um Molossus… E por falar em cães com o porte do Molossus, posso citar o cão Kuchi; este é possivelmente o seu descendente mais próximo e que conserva enorme semelhança com a estátua que representa o cão molossus no museu britânico. O Kuchi – também chamado de Afghan Kuchi – é uma raça de pastoreiro originária do Afeganistão. Seu nome é originário do povo nômade Kuchis. Ele pode medir de 69 a 89 cm na cernelha e pesar entre 38 e 80 kg – apenas 10 kg mais leve que eu. Não é por menos que ao ver a foto do Kuchi eu me lembro irremediavelmente e com muito saudosismo de Buck; o protagonista de “O Chamado Selvagem” de Jack London e logo uma frase vem à minha cabeça… “Aqueles homens queriam cães. Cães fortes e pesados e que conseguissem realizar a travessia das geleiras…“. Jack London ilustra muito bem nesta obra o quanto estes nossos companheiros de quatro patas são requisitados por nós humanos para enfrentar as forças da natureza desde tempos remotos. Referências externas: http://www.culturabrasil.pro.br/seattle1.htm https://pt.wikipedia.org/wiki/Afghan_Kuchi https://pt.wikipedia.org/wiki/Molossus_(c%C3%A3o) http://www.cachorroseguro.com/breeds/kuchi–dog-/?lang=pt https://perrosconhistoria.com/2013/10/18/los-molosos-los-grandes-perros-de-la-guerra/ […]

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